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17/10/2013 - Por: www.bvespirita.com
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No Estudo Evangélico
 

 

Exaltando o respeito à Lei Antiga, ensinou Jesus que nos compete no mundo honrar pai e mãe e, em pleno apostolado, afirmou que quantos não pudessem renunciar ao amor dos pais e dos irmãos no venerável instituto doméstico, não poderiam abraçar-lhe o Evangelho Renovador.


Naturalmente, há sempre, larga diferença entre amar e
sermos amados.


O devotamento ama, invariável.


O egoísmo exige constantemente.


O Mestre Divino não nos recomendou o relaxamento das 
construtivas obrigações do lar que Ele próprio consagrou na carpintaria de Nazaré.


Esclareceu que, a fim de lhe atender-mos à lição, é preciso,
em qualquer tempo e em qualquer condição, renunciar ao prazer exclusivista de condecorar-nos com o apreço da família consangüínea, atentos ao imperativo de compreender e auxiliar.


Muitos companheiros de fé aceitando-lhe os ensinamentos,
antes de tudo, se demoram em expectativa indébita, com respeito à atitude dos pais, do esposo, da esposa, do irmão e do amigo, qual se a elevação moral interessasse mais ao próximo que a si mesmos.


Entretanto, Jesus apela para a nossa capacidade de entender
os outros sem pedir que os outros nos entendam e de ampará-los sem reclamar-lhes colaboração.


E entre esses “outros”, respiram igualmente os nossos laços mais íntimos, no instituto da consangüinidade, aos quais nos compete oferecer o melhor de nós, sem cogitar de retribuição.


Ainda, quando vemos o Senhor declarar, de público, que
seus parentes são todos aqueles que atendem, fiéis, aos Propósitos do Pai Todo Amor, sentimo-lo encarecer a fraternidade humana e o afeto desinteressado por normas inalienáveis das instruções de que se fazia portador.


Nesses moldes, portanto, situando nossos deveres para com
o próximo, acima de tudo, o Eterno Benfeitor nos selou os compromissos terrestres de honrar pai e mãe, de vez que amparando-os sem exigir-lhes o pesado tributo da adesão e do reconhecimento, estaremos começando de nosso círculo pessoal o serviço no bem, que todos devemos à Humanidade inteira.







Do livro: "Abrigo", de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

 

 
 
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